Este é um texto que me foi saindo como água por entre dedos, da mistura de sentimentos que me é peculiar neste momento.
Aqui vai ele.
Aparentemente estamos a festejar o Natal do nosso descontentamento.
Não me levem a mal, não falo da data, nem quero entrar em querelas religiosas com leitores (crente! leitores…).
Não é isso. É a sensação de que o próprio sentido do que se festeja no Natal foi brutalmente ferido há dias, no desfecho da COP15 (Cimeira de Copenhaga para o Ambiente).
A fraternidade, a solidariedade, a consciência de que somos todos humanos, livres e iguais para viver e ser amados, levaram rude golpe com o Acordo resultante. Aparentemente, somos todos ninguém no mundo.
Mas nós, a pessoas, provámos que, independentemente de crenças religiosas, somos fraternos, solidários; que queremos viver e ser amados num mundo saudável. Independentemente do que os nossos governantes imponham que nós queiramos.
Por isso nos resta uma coisa tão importante que nem vale a pena pôr em causa rigorosamente nada, já que ela é mais forte do que quaisquer muralhas, arames farpados, disparos, ou ficções de governante:
é a ESPERANÇA.
A esperança num mundo cada vez melhor construído pelas mãos dos seus cidadãos, não dos cidadãos dos diversos países.
Podemos ter culturas locais e orgulharmo-nos disso, mas já ninguém pode negar que somos cidadãos do planeta Terra, a lutar pelos nossos direitos.
Boas Festas a todos!