Ideotipia

Publicado por ideotipia em 23 Dezembro, 2009

Este é um texto que me foi saindo como água por entre dedos, da mistura de sentimentos que me é peculiar neste momento.

Aqui vai ele.

Aparentemente estamos a festejar o Natal do nosso descontentamento.

Não me levem a mal, não falo da data, nem quero entrar em querelas religiosas com leitores (crente! leitores…).

Não é isso. É a sensação de que o próprio sentido do que se festeja no Natal foi brutalmente ferido há dias, no desfecho da COP15 (Cimeira de Copenhaga para o Ambiente).

A fraternidade, a solidariedade, a consciência de que somos todos humanos, livres e iguais para viver e ser amados, levaram rude golpe com o Acordo resultante. Aparentemente, somos todos ninguém no mundo.

Mas nós, a pessoas, provámos que, independentemente de crenças religiosas, somos fraternos, solidários; que queremos viver e ser amados num mundo saudável. Independentemente do que os nossos governantes imponham que nós queiramos.

Por isso nos resta uma coisa tão importante que nem vale a pena pôr em causa rigorosamente nada, já que ela é mais forte do que quaisquer muralhas, arames farpados, disparos, ou ficções de governante:

é a ESPERANÇA.

A esperança num mundo cada vez melhor construído pelas mãos dos seus cidadãos, não dos cidadãos dos diversos países.

Podemos ter culturas locais e orgulharmo-nos disso, mas já ninguém pode negar que somos cidadãos do planeta Terra, a lutar pelos nossos direitos.

Boas Festas a todos!

Publicado em ideias | Com as tags : , , , , , | Deixar um Comentário »

Nem arquetípicas, nem estereotipadas.

Publicado por ideotipia em 10 Julho, 2008

Este é o meu lugar do início. É assim que começo.

Dizendo ao mundo que este é um sítio de ideias. De brincadeiras de ideias. De pensamentos.

Não serão, claro, arquétipos de ideias. Espero que não sejam estereótipos…

Vão tentar ser tudo o que são na sua substância não primeva. Não idealizada em perfeição absoluta.

Ideias e pensamentos vão desaguar aqui como um rio no oceano. E rios, há-os numa multitude de formas e génios. Tal como os produtos do que somos e sentimos. Do mais inócuo e simples pensamento à tempestade gerada por tristeza ou por paixão.

Tudo para ter o gozo sublime de os escrever.

Fernando Pessoa podia estar a falar de mim quando escreveu: “Gosto de dizer. Direi melhor, gosto de palavrar.”

A quem me ler: seja bem vindo.

A quem me julgar: saiba que não me importo.

Publicado em ideias | Com as tags : , , , | Deixar um Comentário »

 
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.